Sobre GH, Arginina e Ornitina A utilização de suplementos que obtenha uma influência natural sobre a secreção do Hormônio do Crescimento, vem tendo grande repercussão, devido ao interesse esportivo desta alternativa natural em relação à administração do hormônio sintético.
O Hormônio do Crescimento é responsável pelos estímulos primários à confecção de outros hormônios, como as somatomedinas, que são sintetizadas no fígado e têm uma importância fundamental sobre o processo anabólico. Dentro deste processo de crescimento teremos o aumento da massa e força muscular, o desenvolvimento da ossatura e tendões e a facilitação da gordura corporal como forma de energia. Porém, a administração do Hormônio do Crescimento em sua forma sintética, possui além da ilegalidade dentro das leis esportivas, uma série de efeitos colaterais tais como: diabetes, ginecomastia, síndrome do túnel de carpo e acromegalia. Tudo isto associado ao alto custo financeiro de sua utilização, torna a administração de Hormônio de Crescimento sintético fora de cogitação para o ser humano razoável.
Visando obter os benefícios do aumento da secreção de GH, formas naturais para este objetivo foram estudadas para a sua obtenção através da utilização de aminoácidos. Basicamente estes aminoácidos terão que atuar sobre a hipófise anterior para que esta aumente naturalmente a sua produção de GH e assim se obtenham os resultados desejados desta estimulação. Entretanto, devido a sua importância ao controle do sistema hormonal a hipófise é protegida e isolada das substâncias que estão presentes na área cerebral, tornando a sua estimulação dependente de fatores indiretos. Sendo que para que isso ocorra é preciso que os aminoácidos, ultrapassem o sistema de proteção conhecido como “Barreira Sanguínea Cerebral”. Isto implica que a utilização dos aminoácidos deverá ocorrer sem que haja a competição de outros aminoácidos, pois esta diminui o numero destes que ultrapassam esta barreira e efetivamente exercem estimulação positiva sobre a hipófise.
Com este intuito, a utilização destes aminoácidos deverá ocorrer em um estado prévio de jejum protéico de ao menos 3 horas, para que não ocorra a competição dos aminoácidos administrados com aqueles que são decorrentes da alimentação. Dentre os aminoácidos utilizados para este objetivo, a Arginina e Ornitina, são os mais comuns, estudados e conhecidos pelos atletas, sendo que a Arginina, além desta função de estimulação da secreção de GH, é um dos precursores da produção de creatina no organismo (Gastelu & Hatfield, 1997).
Obviamente existem estudos questionando a eficácia da utilização da Arginina e Ornitina, sendo que ao mesmo tempo mais de 50 estudos demonstram ganhos significativos em massa muscular e composição corporal devido a esta utilização (Colgan, 1993). Porém estas divergências podem estar associadas as dosagens utilizadas, as formas de administração, protocolos de treinamento e as características genéticas de cada indivíduo. Sendo que para uma perfeita nutrição esportiva, não basta a utilização apenas dos suplementos, pois estes devem estar associados a protocolos adequados de treinamento, e uma dieta equilibrada com o consumo adequado de todas as vitaminas e sais minerais. (Bibliografia: Revista Muscle In Form n°19 - Prof. Benito Daniel H. Jr. - Diretor Técnico Cientifico da Confederação Brasileira de Culturismo e Musculação)
Coluna Tratamentos Estéticos Revista BOA FORMA - Edição 194 -Agosto 2003 Hormônio do crescimento no combate à flacidez A mais nova arma contra a falta de elasticidade da pele é o chamado precursor do hormônio do crescimento - L-arginina. De indicação controlada e supervisionada por médicos, quando associado a aminoácidos, ele provoca a retração da pele, reduzindo o aspecto flácido e enrugado. "Os resultados são tão bons que prescrevo no pré-operatório de pacientes que farão lipo, para acelerar a renovação da pele", comenta o cirurgião Franklin Carneiro, do Rio de Janeiro (RJ), membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Mas o produto só deve ser utilizado com prescrição médica. |